CGDADB mantém votação com 10 mil irregulares e mil votos por IP

Suspeitas envolvendo José Wellington Junior mancharam o processo eleitoral da Assembleia de Deus do Brasil. Foto de Wellington Junior

A primeira votação online da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) foi mantida contrariando a Justiça. Já na manhã deste domingo (09) a juíza Angélica dos Santos Costa, do Rio de Janeiro, declarou a suspensão da eleição e a realização em “nova data com observação de todas as ordens judiciais proferidas”.

Apesar disso, a votação foi mantida até o final. No site oficial a mensagem às 20h40 era que “encerrado o período de votação e acatando decisão judicial, as eleições […] estão suspensas. Desta forma, a apuração e a promulgação do resultado do pleito aguardam autorização judicial.”

Fica evidente que o processo de eleição foi completado e também o desejo da promulgação do resultado através de autorização judicial.

A guerra de decisões judiciais já havia tirado um dos postulantes a presidência do cargo, José Wellington Júnior, filho do atual presidente. Ele não deixou a tempo o cargo de presidente da Casas Publicadoras da Assembleia de Deus, algo que era vetado no edital.

Disputam também os pastores Cícero Tardim e Samuel Câmara, que em seu Facebook afirmou que “a Justiça disse que não era para haver eleição, mas a comissão passou por cima da Lei e quis chegar no final”.

O total de votos foram 23019 (74,78%), sendo que 10.479 inscrições são irregulares e ou fraudulentas. Até mesmo pessoas mortas tem o direito de votar. Das diversas liminares envolvendo a eleição, uma delas impedia os 10 mil votos.

Outra polêmica é em relação a quantidade de votos por endereço IP. A empresa Scytl permite que até mil votos sejam feitos em um único IP. Basicamente mil votos podem ser feitos do mesmo computador e por uma só pessoa que contenha os dados.